quinta-feira, 14 de junho de 2012

Motoristas X Pedestres


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Imagem: Web/Google

Uma pesquisa sobre o comportamento do pedestre na visão dos motoristas, realizada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), revelou que – no quesito respeito – os motoristas têm tantas reclamações quanto os próprios pedestres. A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de março e 03 de abril, com 432 pedestres e 404 motoristas, ouvidos na região central de São Paulo.
O estudo aponta que a atitude dispersa do pedestre durante a travessia acaba gerando dúvidas no condutor do veículo. O motorista, por sua vez, embora muitas vezes afirme ter a intenção de parar e dar preferência ao pedestre, termina por não fazê-lo porque não consegue ver no pedestre a intenção real de atravessar.
Quando questionados sobre a má conduta dos pedestres, 53,2% dos motoristas responderam que o problema acontece porque “o pedestre é distraído e fica olhando para os lados”; 46,3% apontaram “o pedestre na calçada falando ao celular” como a maior dificuldade; e para 29,2% dos motoristas entrevistados, a atitude desestimulante é “o pedestre na calçada, mas conversando com outras pessoas”.
Para melhorar o diálogo entre motoristas e pedestres, a maioria dos condutores ouvidos – 51,1% deles – sugeriu que os pedestres fizessem mais o gesto do pedestre, estendendo o braço e reforçando, assim, sua vontade em cruzar a via. De acordo com a pesquisa, apenas 24,8% dos entrevistados afimaram fazer o gesto. É importante lembrar, porém, que essa ação em si apenas proporciona ao motorista uma melhor visão sobre a intenção de quem está a pé.
Por outro lado, os pedestres foram perguntados se o motorista está respeitando mais a sua figura: 59,3% estão se sentindo mais respeitados na faixa. Em relação ao conhecimento do Programa de Proteção ao Pedestre, 66,9% dos pedestres e 84,4% dos condutores ouvidos pela CET responderam estar cientes da campanha.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Deficiência Visual


Créditos Autorais 
Texto Adaptado de:  Movimentoconviva
Imagem: Web/google 

No Brasil, aproximadamente 6,5 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência visual, segundo o IBGE. Esses brasileiros são pedestres e, para eles, os obstáculos que existem nas vias e nas calçadas são ainda mais perigosos. Por isso, algumas dicas são importantes para as pessoas que se dispõem a ajudar, quando necessário, um pedestre com deficiência visual no trânsito.  Observe:

  • Ao andar com uma pessoa com deficiência visual, deixe que ela segure seu braço. Não a empurre: pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer; 
  • Ao auxiliar a pessoa com deficiência visual a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em linha reta, senão ela poderá perder a orientação; 
  • Se ela estiver sozinha, identifique-se sempre ao se aproximar dela;
  • Ao orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga direita ou esquerda, de acordo com o caminho que ela necessite. Nunca use termos como “ali”, “lá”; 
  • Se um deficiente visual lhe pedir uma informação que você não sabe direito, não tenha receio de dizer que não sabe. Uma informação errada prejudica muito mais do que um não.
  • Ao conversar com uma pessoa com deficiência visual, fale sempre diretamente e nunca por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou ainda melhor que você; 
  • Não evite as palavras “ver” e “cego”: use-as sem receio;
  • Ao afastar-se da pessoa com deficiência visual avise-a para que ela não fique falando sozinha.  




domingo, 10 de junho de 2012

As Demandas Sociais e a Mídia Informativa


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Imagem: Web/Google

Não se pode negar a força da mídia na configuração da sociedade. Os assuntos das conversas do dia-a-dia são selecionados estrategicamente pela mídia com determinados propósitos, comentamos o que ela gostaria que comentássemos. Isso pode até parecer teoria da conspiração, pois é algo complexo e latente, mas não é tão difícil de perceber quando acessamos alguns veículos midiáticos como jornais, por exemplo, e observamos que a maioria deles destaca o mesmo assunto.

No entanto, a sociedade também pode influenciar a mídia em beneficio próprio. Pessoas, grupos e comunidades podem sinalizar, sim, o que os meios de comunicação vão tratar e disseminar. Podemos citar como exemplo a pesquisa que mapeou as piores calçadas do Brasil, realizada pelo Mobilize Brasil. Antes de essa pesquisa ser divulgada, em abril deste ano, não havia quase nada na imprensa sobre as condições das calçadas. Mas, hoje, se colocarmos “piores calçadas” no site de busca, teremos uma ideia do quanto esse assunto foi comentado na mídia e nas redes sociais nos últimos dias.

Do mesmo modo como o problema das calçadas estava esquecido, existem muitos outros problemas sociais que não chagam na mídia por falta da iniciativa da própria comunidade ou grupo que os vivenciam, mas não os tornam públicos por desinformação ou por não acreditarem que a sua iniciativa pode fazer a diferença. Contudo, muitas ações governamentais só são realizadas quando a pressão popular, de alguma forma, alcança a mídia.

Se bem utilizada, a mídia pode e deve ser uma forte aliada da sociedade, um poderoso instrumento de pressão popular nas reivindicações das demandas sociais. A mídia informativa tem um papel social que vai muito além do sensacionalismo promovido por profissionais de caráter duvidoso.